Encontro Mortal

Encontro Mortal

Relâmpago


Um relâmpago é uma corrente elétrica muito intensa que ocorre na atmosfera. Ele é consequência do movimento de elétrons de um lugar para outro. Os elétrons se movem tão rapidamente que fazem o ar ao seu redor se iluminar, resultando em um clarão, e se aquecer, provocando o som do trovão.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o relâmpago tem normalmente "duração de meio segundo e trajetória. Em termos gerais, existem dois tipos de relâmpagos: relâmpagos na nuvem (cerca de 70% do total) e relâmpagos no solo, que podem ser do tipo nuvem-solo ou solo-nuvem. Mais de 99 % dos relâmpagos no solo são relâmpagos nuvem-solo.

CURIOSIDADES SOBRE OS RELÂMPAGOS

O verão é a época do ano em que mais estamos sujeitos a raios, sendo que 45% das ocorrências no Brasil são nessa estação do ano. "Anualmente, uma média de 133 pessoas morreram no Brasil.

Um relâmpagos atigem temperatura superior a cinco vezes a temperatura da superfície solar, ou seja, a 30.000 graus Celsius. Quando um raio atinge e penetra solos arenosos a sua alta temperatura derrete a areia, transformando-a em uma espécie de tubo de vidro chamado fulgurito.

O raio pode ter até 100km de comprimento.

A voltagem de um raio encontra-se entre 100 milhões a 1 bilhão de Volts. A corrente é da ordem de 30 mil Ampères, ou seja, a corrente utilizada por 30 mil lâmpadas de 100W juntas. Em alguns raios a corrente pode chegar a 300 mil Ampères.

Um trovão dificilmente pode ser ouvido se o raio acontecer a uma distância maior do que 25 quilômetros.

Muita gente acha que o trovão é o barulho causado pelo choque entre nuvens. Esta ideia é errada e muito antiga. Lucrécio (98-55 a.C.) acreditava que tanto o raio como o trovão eram produzidos por colisões entre nuvens. Na verdade é o rápido aquecimento do ar pela corrente elétrica do raio que produz o trovão.

Assim como uma corrente elétrica aquece a resistência de nossos aquecedores, a corrente do raio, ao passar pelo ar (que é um péssimo condutor), aquece-o e ele se expande com violência, produzindo um som intenso e grave. Nos primeiros metros a expansão ocorre com velocidade supersônica. Um trovão intenso pode chegar a 170 decibéis.


Como sobreviver à uma tempestade de raios: a maior parte das mortes causadas por raios acontece em decorrência da potência da descarga elétrica e não quando o raio atinge diretamente uma pessoa. Por isso, evite ficar exposto em lugar aberto, pois você pode ser o ponto mais alto e com isso receber uma descarga elétrica. Tendas ou árvores só te protegerão da chuva. A água é condutora de eletricidade, então não fique dentro nem perto d'água, no mar ou piscina, durante uma tempestade.

Os lugares mais seguros para ficar durante as tempestades: são dentro de casa ou de um prédio, desde que você fique longe das janelas ou portas, e também de condutores de energia, como telefones com fio (celular é seguro), canos e metais em geral, além de equipamentos eletrodomésticos, como TV ou ar condicionado, ligados. Durante uma tempestade, tire os aparelhos da tomada e fique longe do perigo até passar. Segundo o ELAT, 15% das mortes decorrentes de raios ocorrem com as pessoas dentro de casa. Carro também é uma opção segura. Isso porque a estrutura metálica do carro serve como isolante elétrico.

O Brasil é o país onde caem mais raios no mundo: os raios são mais comuns em locais de clima tropical. E dada a sua extensão territorial, é o Brasil o campeão mundial na incidência de raios, com cerca de 57,8 milhões de ocorrências por ano. E é mito pensar que eles caem longe de casa. Os cientistas do ELAT já verificaram o aumento das ocorrências nas grandes cidades, em relação às últimas décadas, devido ao quecimento global e a urbanização.

Fonte: OpenBrasil.org/INPE/Hora S. Catarina
Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org

Encontro Mortal - OpenBrasil.org
Próxima página